domingo, 6 de outubro de 2013

A voz de uma Brasileira!

 
Quem trabalha na area social está farto e careca de saber que os meninos de rua, em sua maioria, saem de casa pelas drogas, pelos abusos sexuais e violencia física e psicologica vividas em suas familias disfuncionais. E estas, que em sua maioria nao tem acesso a educação de qualidade e informação, nem ao menos sabem onde buscar ajuda por menor que seja a atençao dada e ainda insuficiente oferecida pelo sistema. Acabem sendo vítimas de um sistema falido, egoísta e perverso.
Quantas mães eu conheci que vivem perto, a poucos quarteirões e as vezes ate vizinhas de um CRAS (Centro de referencia de Assistencia Social) e que nem ao menos sabem o que este equipamente siginifica e muito menos que ajuda ou orientações podem conseguir receber ali...
Ajudar a estruturar uma familia e torná-la funcional respeitando os limites e culturas de cada uma, seria uma enorme contribuição e satisfatoria solução para que muitas delas possam vir a viver em harmonia, paz, respeito, uniao e sentido familiar. Que atenção as políticas públicas dão a essas familias, realmente e à população em geral??
Pela minha experiencia e por tudo que já vivi dentro deste contexto, partilho com vcs que é uma atenção completamente incipiente.
Imprescindível lembrar e frisar que a responsabilidade desta situação não é dos assistentes sociais, médicos, psicólogos, sociólogos, educadores entre outros técnicos, pois somos testemunhas de que estes profissionais se desdobram além dos próprios limites pessoais, físicos e emocionais, como também, além dos próprios contratos de trabalho que são descomunais e atrozes, enormemente desrespeitosos perante à complexidade de nossas funções, acrescentando além disso, o ínfimo respeito e reconhecimento por todo um trabalho que é feito para todos nós!
Trabalhamos com satisfação apesar das quase impraticáveis e impossíveis condições de trabalho, pois continuamos e buscamos não perder e sim manter nossa esperança viva pela construção de um Brasil humanizado, com equidade e menos injustiça social, ou melhor, elimininado o atual abismo social existente.
Mesmo assim, somos a area menos valorizada, com as menores e impudicas remunerações e pouco prezadas pelo sistema e ate pela sociedade,infelizmente.
Se a sociedade soubesse e estivesse ciente de que sem este trabalho a violência, trafico, infrações, crimes e etc, seriam exponencialmente maiores, talvez pudessem dar-nos mais crédito e valor.
É comum os financiadores ou mesmo líderes do terceiro setor dizerem que nao querem investir no RH das ONGs e institutos. Mas quem é que conduz esses trabalhos? Querem cada vez mais qualificação, no entanto a desvalorização continua... Já a classe política sabe, mas finge ignorar. A zona de conforto e individualidade desenfreada, a ganancia e a corrupção os fazem dissimular que somos pouco importantes e valorosos.
A meu ver, a maior responsabilidade é sim a falta de vontade política da maioria de nosso governantes...
Por muitos anos fomos passivos e acabamos normalizando, banalizando e até nos habituando a essa corrupção que acabou virando uma verdadeira epidemia em nosso país!
Tenho esperança na nova geração e na renovação de nossa classe política, assim como, tenho esperança de que de fato possamos acordar e assim, deixar de sermos um povo passivo diante do cenário vergonhoso que temos em nosso país.
As manifestações começaram, deram um primeiro aviso, mas ainda nao surtiram e devido efeito que todos nós desejemos.
É o engajamento e união do nosso povo brasileiro que fará a pressão pela mudanças. Os políticos são eleitos para nos representar, para trabalhar pela nação. Por acaso é isso que temos e vemos acontecendo?
Importante ressaltar a nossa não intenção neste texto de colocar no mesmo caldo toda a classe política Brasileira, pois existem sim muitos e que, em sua minoria, são bravos corajosos que buscam sobreviver diariamente com a sujeira da máquina pública e que buscam de fato o bem da nação e não de suas contas bancarias ou de seus possíveis privilegies..
Se pudermos organizar passeatas engajadas, não partidárias e que parem o país por um dia ao menos, certamente seremos de fato levados a serio. Um único dia de paralisação do Brasil mostraria que somos nós, o povo, é que temos o poder e o comando.
Lembraríamos ainda, que é por nós que eles estão ali a representar, que somos nós que pagamos seus absurdos salários, e que não aceitamos mais essa situação. Penso que por este caminho ou qq outro que tenha ainda maior impacto possam catalisar as verdadeiras mudanças que queremos
Já que o capitalismo é ainda a prioridade, um dia com um país parado e sem produzir, acarretaria bilhões e mais bilhões de prejuízo. Não queremos prejuízo para nosso país, mas se nada acontece, precisamos dar um recado totalmente efetivo. Certamente, aí sim eles pararão pra pensar e de fato tomar vergonha na cara para iniciarem uma mudança e deixarem de fazer este teatro e manipulação que continuam acontecendo.
Excluindo obviamente dessas críticas, as ações verdadeiramente eficientes e eficazes que estão em andamento.
E aí brasileiros, não vamos nos movimentar e nos organizar para demonstrar nossa cidadania e nossa exigência de que seja para nós revertidos os 50% de impostos que pagamos anualmente? Trabalhamos 12 meses e deixamos para a máquina pública metade do que conseguimos durante todo o ano. Isso é, trabalhamos 12 meses e recebemos por 6 meses, que tal? E o que temos em troca com o nosso investimento?
Pagamos para ter saúde de qualidade e como não temos, quem tem condição ainda paga planos de saúde e quem não tem que é a grande maioria, é obrigada a passar pelas humilhações e descasos diários. Pagamos pela segurança e não temos, pagamos por educação de qualidade e quem tem condição estuda em escolas particulares quem nao tem continua nas escolas públicas e acabam não tendo condições de entrarem nas universidades publicas que acabaram virando reduto das classes mais favorecidas. Uma total inversão e falta de sentido. Pagamos por ruas asfaltadas e vivemos num verdadeiro tobogã, pagamos por iluminação e nao temos, pagamos por um bom transporte, mas quem pode anda de carro e o povo continua sofrendo demais com o sistema de transporte vergonhoso, pagamos, pagamos, pagamos e o que esta sendo revertido para a população?
Vamos nos movimentar, sair da zona de conforto e revolucionar sem violência para que as mudanças e praticas que buscamos para nosso no querido e amado Brasil possam de fato acontecer!
Um ultimo exemplo da perversão do nosso sistema. Quando uma pessoa com graduação é presa tem direitos especiais e o povo por nao ter de volta seus impostos, ficam reféns e sem direito algum. Além de nao terem oportunidades são punidos por isso! Que loucura, quanta alienação, egoísmo e individualismo.
Estamos numa época propícia para desenvolvermos a nossa generosidade, solidariedade, compaixão, união e amorosidade pelos nossos irmãos brasileiros.
Um povo unido e engajado é capaz de mudar toda uma nação!!
Só assim, teremos uma paz coletiva em nossa consciência!!

Fernanda Manzoli.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DEFINIÇÃO DE ANARQUIA


Por igonorância, utilizei recentemente a palavra Anarquia de forma equivocada.
Anarquia e vandalismo são coisas diferentes!
Com o intuito de esclarecer, já que muitos acabam cometendo o mesmo erro, segue abaixo texto explicativo.
 
DEFINIÇÃO DE ANARQUIA
Erico Malatesta
Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente "sem governo", isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída.
Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra "anarquia" foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade.
Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social.
O homem como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite , através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão.
Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros.
Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo é estabelecido. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertarem suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las inimigo.
Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.
Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra "república" (governo de muitos) era usada exatamente como "anarquia", implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra "anarquia", justamente por significar "sem governo" será o mesmo que dizer "ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total".
Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem disso e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou o "Estado” com é chamado.  
-Errico Malatesta in anarquia, 1907.

 

 

Manifestações no Brasil chamam a atenção da imprensa internacional

Manifestações no Brasil chamam a atenção da imprensa internacional

Na internet, o jornal New York Times comentou que o Brasil foi sacudido por um movimento sem líderes e que rejeita os políticos.




A adesão dos brasileiros às manifestações desta quinta-feira (19) chamou a atenção da imprensa de muitos países.
Vários sites citaram o tamanho das passeatas, com mais de um milhão de pessoas nas ruas de várias cidades.
Além dos sites, as redes internacionais de TV mostraram os momentos mais intensos, e violentos, das manifestações.
A rede americana CNN lembrou que o movimento começou há duas semanas pedindo a redução das tarifas de ônibus. Mas cresceu com a insatisfação com a corrupção, os altos impostos, a qualidade da educação. O correspondente no Rio contou ao vivo, por telefone, que estava refugiado na sede de um sindicato depois de ficar em meio a tiros de borracha e sprays de gás de pimenta.
Na internet, o jornal New York Times comentou que o Brasil foi sacudido por um movimento sem líderes e que rejeita os políticos.
A rede britânica BBC falou que um milhão de pessoas foi às ruas e levaram a presidente Dilma a cancelar uma viagem ao exterior.
"Os protestos aconteceram mesmo depois que as passagens baixaram", era a manchete do jornal espanhol El Pais.
O argentino Clarin mostrou que confrontos marcaram as passeatas realizadas em mais de cem cidades.
E o Le Monde, da França, destacou a morte de um manifestante.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/06/manifestacoes-no-brasil-chamam-atencao-da-imprensa-internacional.html
 
 

Empoderamento e seu significado

 

O que significa Empoderamento, palavra tão utilizada nesse momento?

Empoderamento, ou empowerment, em inglês, significa em a ação coletiva desenvolvida pelos indivíduos quando participam de espaços privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais. Essa consciência ultrapassa a tomada de iniciativa individual de conhecimento e superação de uma realidade em que se encontra.
O empoderamento possibilita a aquisição da emancipação individual e também da consciência coletiva necessária para a superação da dependência social e dominação política. O empoderamento devolve poder e dignidade a quem desejar o estatuto de cidadania, e principalmente a liberdade de decidir e controlar seu próprio destino com responsabilidade e respeito ao outro.
Relacionado com isso, está o empoderamento social é dar poder à uma comunidade, fazer com que tudo seja mais democrático , que a população em geral tenha poder, que a comunidade tenha também mais riqueza e capacidade. O empoderamento social deve ser entendido como um processo pelo qual podem acontecer transformações nas relações sociais, culturais, econômicas e de poder.
Outro tipo de empoderamento é o feminino, que é o empoderamento das mulheres, que traz uma nova concepção de poder, assumindo formas democráticas, construindo novos mecanismos de responsabilidades coletivas, de tomada de decisões e responsabilidades compartidas. O empoderamento feminino é também um desafio às relações patriarcais, em relação ao poder dominante do homem e a manutenção dos seus privilégios de gênero, é uma mudança na dominação tradicional dos homens sobre as mulheres, garantindo-lhes a autonomia no que se refere ao controle dos seus corpos, da sua sexualidade, do seu direito de ir e vir.
Outro sentido para empoderamento é o seu termo em inglês, empowerment , ou delegação de autoridade, que é uma abordagem a projetos de trabalho que se baseia na delegação de poderes de decisão, autonomia e participação dos funcionários na administração das empresas.